Douglas Lima
Editor
Em uma entrevista descontraída na manhã desta quarta-feira, 11, no Sistema Diário de Comunicação (Diário FM 90,9), o ex-prefeito de Macapá e ex-senador pelo Amapá, Jonas Pinheiro Borges, fez previsões sobre os impactos da exploração e comercialização de petróleo na Margem Equatorial Foz do Amazonas. Ele afirmou que o estado se tornará uma terra de prosperidade, mas também enfrentará desafios sociais significativos.
Jonas Pinheiro, natural do Rio Grande do Norte e atualmente residindo em Brasília, encontra-se em Macapá para receber uma premiação. Ele será condecorado com a Medalha de Ordem de Mérito ‘Conselheira Margarete Salomão de Santana Ferreira’ durante a celebração dos 35 anos do Tribunal de Contas do Amapá (TCE/AP), que ocorrerá às 18h no Espaço Mont Blanc, em Macapá.
O ex-senador destacou que, segundo sua visão, a prosperidade advinda do petróleo será ainda maior no Amapá do que em outras regiões do país, devido às peculiaridades da localização geográfica do estado. Ele ressaltou que a capital da região norte do Brasil certamente será o Amapá, devido ao crescimento econômico que essa atividade trará.
Entretanto, Jonas alertou para a necessidade de uma gestão responsável dos recursos gerados pela exploração do petróleo, visando minimizar os problemas sociais que surgirão paralelamente ao desenvolvimento econômico. Ele enfatizou a importância de garantir a segurança pública do estado diante desse novo cenário.
Trayectoria
Com formação acadêmica em Matemática, Jonas Pinheiro Borges chegou ao Amapá em 1980 para assumir o cargo de diretor do Sesc/Senac em Macapá. Posteriormente, atuou em Rondônia, retornando para Macapá para ser o último prefeito nomeado da capital amapaense.
Durante a entrevista, Jonas afirmou que o maior desafio de sua vida foi assumir a prefeitura de Macapá seis meses antes da eleição para gestor, em um período de alta taxa de desemprego na cidade. Ele relembrou a situação crítica na prefeitura, com uma longa fila de pessoas em busca de emprego diariamente.
A fim de lidar com a crise, Jonas implementou o Mutirão de Limpeza na cidade, auxiliando na contratação de muitos trabalhadores desempregados. O mutirão foi coordenado pelo tio de Jonas, Miguel Pinheiro Borges, pai do ex-senador Gilvam Borges.
Jonas afirmou que, aos 81 anos, não tem mais planos de retornar à política, mesmo gostando da atividade. Ele se mostrou satisfeito com sua trajetória, ressaltando sempre sua postura ativa, dinâmica, responsável e íntegra, tanto fisicamente quanto moralmente.
Além de sua passagem como senador, Jonas atuou como Secretário de Governo, contribuindo para a estruturação da administração do estado do Amapá e sua representação em Brasília. Ele também teve experiências como diretor da Teleamapá e secretário de promoção social, além de ter sido diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Para Jonas, servir sempre foi sua maior satisfação, sendo a convivência familiar um dos aspectos mais importantes de sua vida. Ele destacou a importância de amigos, mencionando sua participação na Confraria das Ideias, atestando que nunca está sozinho.
Em relação às mudanças na política desde sua atuação, Jonas apontou a influência das redes sociais, a escassez de bons oradores e a diminuição dos comícios como fatores relevantes. Ele se posicionou de forma conservadora, acreditando que as diferenças entre esquerda e direita são mais emocionais do que ideológicas.
Por fim, Jonas expressou opinião otimista sobre a situação de conflito global atual, prevendo que a postura belicosa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegará ao fim com o término de seu mandato, levando a uma fase de maior estabilidade.
