Elen Costa
Da Redação
Uma ação de recaptura realizada pela Polícia Civil do Amapá chamou a atenção por um aspecto inusitado. O foragido, Ismael Silva da Costa, foi encontrado e preso em uma operação que teve sua coordenação liderada por sua ex-companheira, a policial Valkeline Campos, que atualmente atua na Delegacia de Santana.
Considerado uma figura central nas investigações sobre fraudes judiciais, Ismael foi detido no bairro do Laguinho, situado na área central de Macapá. Essa prisão ocorreu após uma vigilância minuciosa que mobilizou os recursos da inteligência policial.
A busca pelo foragido teve início no dia 24, quando a própria agente Valkeline analisou informações e compartilhou dados essenciais com seus colegas sobre a localização do suspeito.
Com base nessas informações, as equipes policiais formaram um cerco em locais estratégicos. Os primeiros grupos se dirigiram à Área Portuária de Santana, onde monitoraram embarcações nas quais Ismael poderia tentar desembarcar.
Diante da ausência do alvo nas primeiras horas de vigilância, a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) entrou em ação, utilizando tecnologias de rastreamento e cruzamento de dados do celular dele.
Através desse monitoramento eletrônico, o cerco foi afunilado até uma área específica em Macapá. Após quatro dias de vigília ininterrupta, os agentes identificaram Ismael dentro de um veículo particular no bairro do Laguinho. A abordagem foi imediata e o mandado de prisão foi executado.
Após sua captura, Ismael foi levado diretamente à sede da Polícia Federal para os procedimentos legais necessários. A Core destacou que toda a operação respeitou rigorosamente os protocolos estabelecidos e teve como única finalidade o cumprimento do mandado judicial.
Operação Fallere
A prisão de Ismael resulta da Operação Fallere, uma força-tarefa que investiga um complexo esquema de corrupção e fraudes no Amapá. Este grupo criminoso atuava na falsificação de processos nas varas de Execução Penal em Macapá com a finalidade de conceder benefícios ilegais a detentos do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
A investigação continua sob a coordenação do Ministério Público do Amapá, através da 3ª Promotoria de Justiça de Execução Penal e do Núcleo de Investigação (Nimp), em colaboração com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), sob liderança da Polícia Federal.




