Elen Costa
Da Redação
No extremo norte do Amapá, uma nova fase no enfrentamento a crimes ambientais foi marcada pela conclusão de mais uma etapa da Operação Protetor dos Biomas. Realizada entre 7 e 21 de outubro, a operação foi coordenada pelo Batalhão Ambiental da Polícia Militar e focou especialmente nas cidades de Calçoene e Oiapoque. Os resultados desta ação foram oficialmente apresentados nesta terça-feira, 27, destacando-se o combate a garimpos, incêndios florestais e áreas degradadas na Floresta Amazônica.
Em relação à exploração mineral, os policiais inspecionaram quatro locais utilizados para garimpo. Dentre esses, duas áreas estavam operando conforme a legislação vigente, uma foi totalmente desativada por estar em situação ilegal e uma quarta área foi interditada devido a irregularidades encontradas.
A operação também intensificou ações contra queimadas, resultando na identificação de mais de 30 focos de incêndio durante as fiscalizações. Além disso, o Batalhão Ambiental mapeou mais de dez áreas que apresentaram desmatamento de vegetação primária, um dado alarmante para a preservação do meio ambiente. As vistorias incluíram ainda locais onde houve extração ilegal de areia e cascalho, além de uma Área de Preservação Permanente (APP) que mostrava evidências claras de modificações causadas pela atividade humana.
Simultaneamente às atividades de fiscalização e repressão, a Operação Protetor dos Biomas também se dedicou à conscientização da população. No dia das crianças, foram realizadas atividades educativas na base do 12º Batalhão da Polícia Militar em Calçoene. Segundo informações do Batalhão Ambiental, os esforços continuam com a missão permanente de combater práticas ilegais e proteger os recursos naturais e a vegetação nativa do Amapá.



