A relação das 36 empresas que obtiveram empréstimos duvidosos do Banco Master e que agora estão sob investigação da Polícia Federal é principalmente composta por negócios relacionados ao setor imobiliário, incluindo pelo menos duas atuantes no estado do Amapá: Bloko CP e Bloko Urbanismo.
Ao todo, essas 36 empresas receberam um total de R$ 10,405 bilhões destinados ao fundo DMais, enquanto outros R$ 8,379 bilhões foram para o fundo Bravo, com a presença da Bloko CP (Capital) e Bloko Urbanismo nessa lista.
A Bloko Capital se descreve como uma empresa focada exclusivamente na administração de loteamentos em Macapá, proporcionando apoio para que os “parceiros loteadores possam se concentrar no que sabem fazer de melhor: construir bairros e expandir cidades”.
Além do Amapá, a Bloko CP também opera em Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. No Amapá, sua atuação é no Loteamento Terra Nova, com venda de lotes a partir de 140m² prontos para construção.
Já a Bloko Urbanismo faz parte do grupo Bloko Investimentos, que também inclui a Bloko Incorporadora, Bloko Desenvolvimento Imobiliário e Bloko Energia, e afirma ter surgido com o objetivo de viabilizar o maior número possível de empreendimentos no país, unindo o mundo financeiro e a economia real para melhorar a infraestrutura residencial e comercial do Brasil juntos.
O CNPJ da Bloko Urbanismo Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, sediada em São Paulo, é 51.139.112/0001-69. Fundada em 21 de junho de 2023, a empresa está ativa e sua principal atividade econômica é em fundos de investimento, excluindo os previdenciários e imobiliários.
Posicionamento das empresas
A Bloko CP e a Bloko Urbanismo afirmaram que “Recebemos com surpresa a notícia de que a Bloko está envolvida em investigações por irregularidades no mercado financeiro relacionadas ao Banco Master. A Bloko é uma empresa que atua no ramo de loteamento imobiliário, com 29 projetos em andamento nos estados do Amapá, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, tendo entregue 20.251 lotes aos seus clientes. As captações de recursos da empresa são parte habitual das operações no setor imobiliário e são utilizadas de acordo com o andamento das obras. O capital não utilizado nos loteamentos é alocado em diferentes fundos, a critério do investidor, até sua utilização nos projetos. Reiteramos que a conduta da Bloko sempre foi pautada pela transparência e total cumprimento de suas obrigações legais e contratuais, em conformidade com a legislação vigente”.
Segundo levantamento do Valor Econômico, o Banco Master concedeu crédito suspeito a empresas ligadas aos fundos geridos pela Reag.







