Tribunal de Justiça do Amapá nega solicitação de nova análise em telefone apreendido com delegado Sidney Leite

Acatando parecer do Ministério Público (MP-AP), o desembargador Carlos Tork, relator na Câmara Única no Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), negou pedido da Delegacia-Geral de Polícia Civil do estado para que fosse realizada nova perícia no aparelho celular do delegado Sidney Leite, que responde a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) após ser condenado por envolvimento com tráfico de drogas. O telefone do delegado foi apreendido pela Polícia Federal (PF), em setembro de 2022, durante a deflagração da Operação Queda da Bastilha.

A delegacia justificou o pedido informando que o delegado Sidney Leite, já condenado pela justiça, é alvo de um PAD por colaboração com o crime organizado no Amapá, e a perícia seria conduzida pela Polícia Científica do estado.

Consultado pelo desembargador Carlos Tork, o Ministério Público defendeu o compartilhamento das provas já produzidas no inquérito, não havendo necessidade de nova perícia no aparelho. De acordo com o MP, a polícia civil pode utilizar a extração realizada pela PF, pois a manipulação fora do processo judicial apresentaria risco de alteração de dados. Seguindo o parecer do Ministério Público, Carlos Tork autorizou o compartilhamento das provas colhidas pela Polícia Federal no celular apreendido com Sidney Leite.

Condenação mantida

Em maio de 2025, o Tribunal de Justiça do Amapá confirmou a condenação do delegado Sidney Leite por integrar organização criminosa, com pena superior a 10 anos de prisão, decisão que inclui a demissão do cargo.

As investigações da Operação Queda da Bastilha, deflagrada pela Polícia Federal, apontaram que o delegado facilitava ações de um grupo criminoso, com diálogos comprometedores encontrados no seu celular. A negativa da nova perícia ocorreu em julgamento virtual na Câmara Única, onde o colegiado, por unanimidade, rejeitou os recursos da defesa, mantendo a validade da perícia original.

A Operação Queda da Bastilha revelou que Sidney Leite, que chegou a disputar mandato de deputado estadual na eleição de 2022, mesmo ocupando cargo de confiança, operava em favor de lideranças criminosas presas, permitindo que a facção continuasse agindo. O entendimento final do tribunal valida o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público do Amapá, consolidando a condenação.

Related Posts

Autoridades policiais apuram óbito de nativo em região do Amapá

Jovem de 25 anos supostamente foi vítima de homicídio; mas confirmação só será possível após conclusão dos exames periciais e diligências

Homem suspeito de feminicídio tenta enganar autoridades, fingindo que parceira foi morta durante assalto.

Crime ocorreu em março de 2023; mulher, que tinha 44 anos de idade na época dos fatos, deu entrada em unidade hospitalar com grave ferimento na região da cabeça e morreu dias depois

Recomendados

Autoridades policiais apuram óbito de nativo em região do Amapá

Autoridades policiais apuram óbito de nativo em região do Amapá

Homem suspeito de feminicídio tenta enganar autoridades, fingindo que parceira foi morta durante assalto.

Amapá chama mais 300 candidatos do cadastro reserva para a Polícia Militar.

Amapá chama mais 300 candidatos do cadastro reserva para a Polícia Militar.

Operação do Denarc resulta na apreensão de carga de drogas denunciada

Operação do Denarc resulta na apreensão de carga de drogas denunciada

Homem é detido em flagrante por tráfico de drogas durante cumprimento de ordem judicial

Homem é detido em flagrante por tráfico de drogas durante cumprimento de ordem judicial

Polícia realiza operação contra casal suspeito de estupro de vulnerável e posse de material pornográfico infantil

Polícia realiza operação contra casal suspeito de estupro de vulnerável e posse de material pornográfico infantil