Matheus Oliveira
Repórter
Um grupo de aproximadamente dez pessoas está participando do evento Macaé Energy, no estado do Rio de Janeiro, com o intuito de promover o desenvolvimento da indústria de petróleo, gás e energias renováveis, com foco na exploração da Margem Equatorial Foz do Amazonas. Nessa região, a Petrobras está conduzindo pesquisas para avaliar a extensão e qualidade dos recursos de petróleo e gás localizados em áreas marítimas, a quase seiscentos quilômetros da costa do Amapá.
O evento, que já teve uma edição em Macapá este ano, está ocorrendo de terça-feira, 17, até quinta-feira, 19, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, em Macaé, cidade conhecida como a capital nacional do petróleo, situada no Norte do estado do Rio de Janeiro e um dos principais centros de exploração offshore da Bacia de Campos. A iniciativa é organizada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) com o apoio da Prefeitura de Macaé.
Um dos integrantes da comitiva do Amapá, o presidente da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico, Wamdemberg Pitaluga, confirmou sua participação em um painel no evento Macaé Energy. Pitaluga informou que, juntamente com o diretor de atração de investimentos da agência, Antônio Batista Ribeiro Neto, irão discutir sobre a Margem Equatorial durante o painel.
Em 2025, houve um acordo entre as prefeituras de Macapá e Macaé para a implementação do projeto Conexão Petróleo Macapá-Macaé, com o objetivo de preparar a capital do Amapá para se tornar um centro de apoio logístico para a exploração, exportação e comercialização de petróleo e gás natural na região atlântica próximo ao estado. Durante a entrevista, Pitaluga mencionou que o prefeito interino, Pedro DaLua, solicitou suporte para dar continuidade ao projeto.
O presidente da Agência Amapá adiantou que durante o evento Macaé Energy, ele e Antônio Batista irão apresentar informações sobre o progresso das pesquisas realizadas pela Petrobras na Margem Equatorial, com previsão de conclusão dos trabalhos até o final de abril.
Anteriormente, esperava-se que as atividades em alto-mar fossem concluídas no final de março, porém, devido a um vazamento de fluido que causou alguns dias de paralisação, a empresa está trabalhando com um novo prazo. Wamdemberg Pitaluga mencionou que, até o momento, a Petrobras ainda não atingiu a profundidade necessária onde se encontram os hidrocarbonetos esperados.
Além disso, a comitiva do Amapá tem como objetivo estabelecer contato com as empresas que atuam nos novos blocos a serem explorados na Margem Equatorial. Pitaluga ressaltou que a presença do Amapá em eventos e encontros tem contribuído positivamente para a divulgação das políticas econômicas implementadas pelo governador Clécio Luís, aumentando o respeito pelo estado não apenas no Brasil, mas também no exterior.
