O presidente Lula declarou nesta segunda-feira, 17, que a Margem Equatorial poderá ser acessível para a comunidade internacional caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, persista em fechar o Estreito de Ormuz. A afirmação foi feita após sua visita à sonda responsável pela perfuração do primeiro poço exploratório de petróleo na região da foz do rio Amazonas, situada na Margem Equatorial brasileira, a 175 quilômetros da costa do Amapá. A informação foi veiculada pela agência Eixos e confirmada pelo Diário do Amapá.
“Se o presidente Trump optar por continuar suas hostilidades com o Irã e fechar o Estreito de Ormuz, nós abriremos a Margem Equatorial para o mundo todo”, enfatizou Lula durante a declaração.
No final de fevereiro, os EUA e o Irã deram início a um conflito no Oriente Médio que resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota vital que transporta cerca de 20% do petróleo mundial.
Esse cenário contribuiu para que o preço do barril permanecesse acima de US$ 100 em diversos momentos ao longo deste ano. Como resposta a essa situação, o governo brasileiro implementou uma série de medidas provisórias voltadas ao subsídio dos combustíveis e introduziu um Imposto de Exportação sobre o petróleo com uma alíquota de 12%.
Em abril, Lula classificou a guerra como “desnecessária” e fundamentada em uma “falsa” alegação sobre supostas armas nucleares no Irã.
Descoberta de hidrocarbonetos na Margem Equatorial
A visita do presidente à sonda ODN II aconteceu após a Petrobras anunciar na sexta-feira, 14, a identificação de hidrocarbonetos no poço que está sendo perfurado no bloco FZA-M-59.
Lula comparou a empolgação gerada por essa recente descoberta à que sentiu com as descobertas do pré-sal em 2007. A Margem Equatorial é considerada como uma nova fronteira promissora para a exploração de petróleo e gás.

