A Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em colaboração com o Grupo Tático Aéreo do Amapá (GTA) e a equipe tático-operacional da Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Tomé-Açu, lançou a Operação Rastro. O objetivo é investigar um alegado esquema financeiro vinculado ao crime organizado.
Esta ação faz parte da Operação Brasil Contra o Crime Organizado. Os policiais estabeleceram vigilância constante ao redor de uma agência bancária para monitorar a movimentação dos suspeitos.
O início do monitoramento remonta a janeiro do ano passado, quando a Draco identificou que uma conta empresarial estava sendo utilizada por líderes de uma facção criminosa no Amapá para transferir recursos provenientes do tráfico de drogas.
Após essa descoberta, a Polícia Civil do Amapá intensificou o acompanhamento da conta bancária. Durante as investigações, foram detectadas várias movimentações financeiras incomuns e suspeitas. A apuração revelou que mais de cinquenta depósitos significativos em dinheiro foram realizados na conta da referida empresa.
A fase ostensiva foi desencadeada após os agentes identificarem, através de ações de inteligência e monitoramento, uma tentativa de saque no valor expressivo de R$ 250 mil. Essa retirada estava prevista para ocorrer na sexta-feira, dia 5, sob uma justificativa genérica. Diante disso, as forças policiais foram mobilizadas para realizar a interceptação.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Além do montante em dinheiro, foram recolhidos dispositivos eletrônicos e documentos que servirão como evidências. O material coletado tem como finalidade esclarecer os eventos ocorridos, aprofundar o entendimento sobre o fluxo financeiro e facilitar a identificação dos responsáveis pelos crimes investigados.

