Na terça-feira (16), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou veementemente qualquer envolvimento em transações financeiras, tanto no Brasil quanto no exterior. Ele se referiu a uma recente reportagem da revista Veja que o associava ao caso Master como uma invenção maliciosa, destinada a prejudicá-lo. Davi enfatizou que não se deixará intimidar por ameaças ou chantagens, e recebeu apoio dos senadores presentes no Plenário, que também contestaram as alegações já refutadas anteriormente em nota oficial.
— Com total indignação, eu repudio o conteúdo desta matéria. Jamais recebi os valores mencionados ou qualquer quantia, seja aqui ou fora do país, por qualquer razão. Essas acusações são completamente falsas e parecem ter como único objetivo denegrir meu nome e minha honra. Reitero para todos: nunca houve recebimento de valores em contas no Brasil ou no exterior. Isso definitivamente não ocorreu. É importante que eu frise isso para trazer tranquilidade a esta Casa e a toda a sociedade brasileira — declarou Davi.
O senador, que também ocupa a presidência do Congresso Nacional, ressaltou que uma acusação tão séria contra um líder de Poder não deve ser veiculada sem substancial comprovação. Ele reafirmou que as alegações são infundadas e prometeu adotar todas as medidas necessárias para sua defesa, especialmente se as denúncias forem parte de uma nova tentativa de colaboração premiada de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Master atualmente detido.
— O dano já foi causado. Agora, precisamos investigar detalhadamente as bases dessas alegações. Se elas realmente fizerem parte do acordo de colaboração e se originarem do colaborador e sua defesa, tomaremos todas as providências adequadas para nos proteger dessas acusações. Nesse cenário, caberá a mim provar a falsidade dessa narrativa e entender por que um fato inexistente foi levado às autoridades — afirmou.
Davi destacou que uma acusação infundada é ainda mais grave caso não esteja documentada na colaboração de Vorcaro.
— Se essa informação nem mesmo constar no acordo de colaboração ou se não tiver sido mencionada pelo colaborador ou pela autoridade responsável pela investigação, estaremos diante de uma situação ainda mais séria. Não será apenas uma calúnia contra o Presidente do Senado Federal; será a criação de um fato fictício com a intenção de dar credibilidade a um procedimento oficial — alertou.
O senador questionou quais seriam os interesses por trás das calúnias direcionadas ao presidente do Congresso e pediu uma investigação rigorosa sobre todos os envolvidos na disseminação da mentira.
— Este ataque não foi dirigido apenas ao senador Davi Alcolumbre. Foi um ataque ao Senado e à autonomia do Poder Legislativo. Faço um apelo aos senadores e senadoras desta Casa: devemos combater essa prática inaceitável em nosso país. Não podemos permitir que instituições públicas ou cidadãos sejam desmoralizados baseados em alegações fabricadas sem nenhuma evidência. Esse ataque pessoal e institucional será enfrentado com a lei e com a verdade. Da posição da Presidência do Congresso Nacional, reafirmo: não serei intimido, ameaçado ou chantageado — declarou Davi.
Davi garantiu ao Plenário que continuará suas atividades com “total independência, firmeza e coragem”, comprometendo-se em esclarecer os fatos.
— Aqueles que inventaram essas alegações serão identificados. Quem criou uma acusação inexistente também será responsabilizado. Os responsáveis por essas calúnias sofrerão as consequências legais e o Brasil saberá quem tentou me vincular a um crime do qual sou absolutamente inocente — assegurou.
Pós-declarações de Davi, senadores tanto da base governista quanto da oposição expressaram seu apoio ao presidente do Senado.

